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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

soldados da Aeronáutica são mortos no Dique do Tororó


Assassinato no Dique do Tororó teria sido provocado por ciúmes de ex-namorada

Paulo Roberto dos Santos, 23 anos, e Diego Santos Lima, 19, ambos soldados da Aeronáutica, estavam passando pelo estacionamento do Dique quando foram atingidos pelos tiros de um revólver 38


O som que marcou a apresentação do Olodum no começo da tarde deste domingo (26), em volta do Dique do Tororó, não foi o dos tambores da banda. Por volta das 15h30, o barulho de cinco tiros causou pânico na multidão que acompanhava a apresentação. Em poucos minutos, todas as atenções se voltaram para um adolescente de 17 anos, acusado de balear dois jovens.
Paulo Roberto dos Santos, 23 anos, e Diego Santos Lima, 19, ambos soldados da Aeronáutica, estavam passando pelo estacionamento do Dique quando foram atingidos pelos tiros de um revólver 38. Dos cinco disparos efetuados, dois atingiram Diego, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Paulo Roberto, atingido no tórax, foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital Geral do Estado (HGE). O estado de saúde do jovem era considerado grave  até às 21h30 de ontem. 
Dois agentes da 2º Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Barbalho) que estavam trabalhando no evento do Olodum apreenderam o menor imediatamente. “Eles viram toda a movimentação e rapidamente agiram.
Quando chegaram, o adolescente estava com a arma em punho e se jogou no chão. Ele não reagiu e foi encaminhado para a  Delegacia do Adolescente Infrator (DAI)”, conta o Major Couto, comandante da 2º CIPM.
Em depoimento à delegada plantonista Jacqueline Gordilho, a namorada do adolescente revelou que ele tinha uma rixa com Diego. “A garota contou que o adolescente já tinha se relacionado com uma ex-namorada de Diego e por isso eles tinham essa briga, que teria motivado o crime”, disse a delegada.
Entretanto, o pai do militar morto, Edinho Santos Lima, 46, não acredita que essa tenha sido a  motivação do assassinato. “Tem seis meses que nós viemos de Mutuípe (interior do estado) para cá por causa da Aeronáutica. Ele era um menino bom, nunca me causou qualquer problema. Se tinha rixa, era com outra pessoa, e ele levou os tiros porque estava do lado”, afirma.
Quem também esteve na delegacia para prestar depoimento foi Jacira Gonzaga,  mãe do menor apontado como autor dos disparos. “Saí de Cosme de Farias por causa dessas brigas, eu já perdi um filho e um sobrinho por causa de violência. Não queria perder outro filho”, afirma ela. Ainda segundo Jacira, o filho não gosta muito de estudar. “Ele está no 6º ano e a professora sempre diz que só fica paquerando na sala de aula. Não quer saber de estudar”, revela.
A mãe do adolescente foi ouvida ainda na noite de ontem, assim como o pai de Diego e os dois policiais que estavam no local do assassinato. Até o fechamento desta edição, o jovem acusado dos disparos ainda não havia prestado depoimento. 

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Traduzido Por: Grupo Bizulhudo - 2014