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sexta-feira, 31 de julho de 2015

Policiais Civis de Sergipe decidem entrar em greve

Policiais Civis de Sergipe decidem entrar em greve
Categoria protesta contra o parcelamentos dos salários
Assembléia ocorreu na noite desta quinta-feira, no auditória da Acadepol (Fotos: Portal Infonet)
Insatisfeitos com o recebimento parcelado dos salários de julho, os Policiais Civis deliberaram greve em assembléia geral extraordinária na noite desta quinta-feira, 30. Os agentes vão parar as atividades a partir do dia 3 de agosto e só voltarão quando os vencimentos forem pagos integralmente.

Com a greve dos agentes da Polícia Civil, apenas 30% do efetivo, conforme a legislação, funcionará nas delegacias. Serão afetadas as visitas aos presos, assim como a efetuação de boletins de ocorrência. As investigações também ficarão suspensas. As delegaciasfuncionarão em regime de plantão, apenas para lavratura de flagrantes e guia de liberação de óbitos.
João Alexandre: "sem salário, sem trabalho"
De acordo com presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol), João Alexandre, a paralisação é um protesto ao "desrespeito" do governo com a categoria. “É inconcebível um tratamento desse com uma categoria que presta um serviço essencial à população sergipana. Diminuir a importância da segurança pública é um ato de irresponsabilidade, é querer aumentar o que já está muito grande, que é a criminiladidade”, critica.

O sindicalista garante que é uma ação de reação: “diante do anúncio do pagamento parcelado do salário, então entendemos que parcela-se o salário, parcela-se o trabalho, em outras palavras, sem salário, sem trabalho”, afirma enfático.

Dispostos em levar a frente a paralisação, a maior parte da categoria sinalizou positivamente ao protesto. O policial civil Rickson Hipólito categoriza a decisão do governo como absurda. “Nós trabalhamos o mês inteiro e temos direito de receber nossos salários de forma integral, mas isso não vai acontecer. Então só voltaremos quando pagarem o restante do salário”, garante.
Assessor de comunicação e diretor do Sinpol, Jorge Henrique
Segundo o diretor do Sinpol, Jorge Henrique, aproximadamente 150 policiais civis participaram da votação, e apenas alguns agentes votaram contra a greve.

Outras reivindicações

Na luta também pelas melhorias de condições do trabalho, o sindicado dos policiais civis já estudam outras medidas para ver atendida suas reivindicações. “Nem que seja preciso recorrer a ONU [Organização das Nações Unidas] ou um dos seus representantes, faremos tudo que estiver ao nosso alcance para que essa situação inconcebível de armazenar presos em delegacias acabe, pois elas não foram criadas para essa finalidade. Guardar presos ou custodiá-los é, antes de tudo, um desvio de função da nossa atividade”, destacou João Alexandre.
Rickson: "PC tomar conta de preso é inadimissível"
O agente Rickson também demonstra insatisfação com a atual condição de trabalho. “Policial civil tomar conta de preso é inadmissível. Temos delegacias com mais de 70 presos pra dois policiais tomarem conta. Lugar de preso é no presídio”, enfatiza. O policial também cita que a categoria ainda aguarda a implantação do subsídio e reposição salarial, acusando o governo de utilizar-se de desculpas para não honrar os compromissos. “Engana todo servidor ao dizer que está no limite prudencial, mas já sabemos que isso não procede”, acusa.

Eleições

O Sinpol ensejou a oportunidade da assembléia para eleger a dupla de delegados que representarão o sindicato no 2º Congresso Nacional das Federações dos Policias Civis do Brasil (CONFEIPOL/NE). Foi a eleita a dupla Otávio Assis e o suplente Francisco Lima por 75 votos, derrotando a dupla Antonio Morais e suplente Sena, que somaram 39 votos.
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Colegas fazem homenagem durante enterro de policial civil assassinado

Colegas fazem homenagem durante enterro de policial civil assassinado

Agente de 31 anos foi morto a facada, terça-feira, em Bom Jesus de Goiás.
Jovem está detida suspeita de cometer crime após ser rejeitada pela vítima.

Vanessa MartinsDo G1 GO
Policial foi enterrado na manhã desta quinta-feira (30) Goiânia Goiás (Foto: Vanessa Martins/G1)Policial foi enterrado na manhã desta quinta-feira (30) (Foto: Vanessa Martins/G1)
O policial civil João Paulo Arantes da Silveira, de 31 anos, foi enterrado na manhã desta quinta-feira (30) no Cemitério Vale do Cerrado, em Goiânia. Agentes da Policia Civil homenagearam o colega realizando um sirenaço, com cerca de 50 carros.
João Paulo foi morto na terça-feira (28) em Bom Jesus de Goiás, no sul do estado, após ter sido ferido com uma facada no peito. Uma jovem, de 18 anos está detida desde quarta-feira (29) e, segundo a polícia, ela confessou o crime.
Os policiais saíram do Complexo de Delegacias Especializadas da capital às 9h40 com as sirenes dos carros ligadas até o cemitério onde o policial foi enterrado. Veículos do Grupo Tático 3 (GT3), da Polícia Civil, do Grupo Antirroubo a Bancos (GAB) e dos próprios agentes de polícia fizeram parte da carreata.
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Goiás (Sinpol-GO), Paulo Sérgio Alves de Araújo, afirmou que a iniciativa partiu de membros da corporação e contou com o apoio do sindicato. "Estamos realizando um ato em homenagem ao nosso colega e em apoio à família dele para que saibam que estamos do lado deles", afirmou.
O agente da Policia Civil Bruno Garajau Pimenta, de 36 anos, contou que a carreata procurou destacar o trabalho do colega. "É um ato de solidariedade e também para mostrar que ele não será esquecido, ainda mais por ter sido vitima de um ato tão violento", comentou.
O agente João Paulo Diniz, de 27 anos, ressaltou que até policiais podem ser vitimas de violência. "Queremos lembrar de um companheiro nosso que perdeu a vida e que, infelizmente, isso tem se tornado frequente", afirmou.
Policiais civis homenagearam colega morto com carreata Goiás Goiânia (Foto: Vanessa Martins/G1)Policiais civis homenagearam colega morto com carreata (Foto: Vanessa Martins/G1)
Ao chegarem no local do velório, os policiais saudaram o colega com uma salva de palmas e cumprimentaram a família. Durante toda a manhã, familiares, amigos e colegas, emocionados, velaram o corpo do policial.
O avô da vitima, Raimundo Silveira, lembrou que João Paulo era seu único neto e que foi ele quem o incentivou a entrar na carreira policial. O familiar disse que é difícil aceitar a forma como ele morreu. "A morte natural eu entendo, mas pela violência não aceito", afirmou. O parente também contou ficar indignado com a insegurança e falta de justiça em todo o país.
Primo do policial, Carlos Henrique Silveira Chaves contou que ele era uma pessoa muito calma, tranquila e muito próxima da família. "Os melhores amigos dele éramos nós, os primos”, disse. O parente afirmou ainda que todos ficaram muito chocados com a forma que o crime aconteceu. "Foi uma perda muito grande, ainda mais dessa forma, ninguém esperava", desabafou.
Saindo da sala do velório os agentes, amigos e familiares formaram um corredor no caminho para o enterro e aplaudiram a passagem do corpo. A família rezou durante o funeral e todos os presentes cantaram musicas de louvor.
Também durante o enterro seis policiais do GT3 saudaram o colega de trabalho com disparos de festim. O agente Thiago Requel do Grupo afirmou que a saudação é uma homenagem de praxe prestada aos policias. "Sempre que podemos fazemos com muito carinho. Queremos que a família e todos saibam que ele não foi só mais um. Uma grande perda para todos", disse.
Grupo Tático 3 saudaram colega com salva de tiros Goiás Goiânia (Foto: Vanessa Martins/G1)Grupo Tático 3 saudaram colega com salva de tiros (Foto: Vanessa Martins/G1)

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Menino de dez anos é ferido em confronto entre policiais e assaltantes

Menino de dez anos é ferido em confronto entre policiais e assaltantes

Dois suspeitos morreram durante troca de tiros em Ponta Grossa, no Paraná.
Segundo a polícia, supostos ladrões estavam escondidos em chácara.

Do G1 PR, com informações da RPC em Ponta Grossa
Um menino de 10 anos foi ferido durante um confronto entre policiais militares e supostos assaltantes na noite de quarta-feira (29) em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. Segundo a polícia, o alvo eram dois suspeitos que estavam em uma chácara na Localidade Bocaina. O grupo vinha sendo monitorado desde a tarde, quando foi descoberto pelo serviço de inteligência da PM.
Na propriedade rural foi encontrado um veículo vermelho que, de acordo com as investigações, vinha sendo usado em uma série de assaltos a estabelecimentos da cidade. Em nota, o comando afirmou que ao perceberem a chegada dos policiais, os suspeitos resistiram à prisão e dispararam contra as equipes. Um homem de 32 anos e um adolescente de 17 anos acabaram mortos. Um policial também foi baleado, mas estava de colete à prova de balas e não se feriu.
Ainda conforme a polícia, o menino estava na chácara no momento do confronto e foi ferido no abdômen. Ele foi socorrido e levado à Santa Casa de Ponta Grossa, onde passou por uma cirurgia na manhã desta quinta-feira (30).
No local estavam também a ex-mulher de um dos assaltantes mortos e duas filhas, de 8 e 12 anos de idade. As crianças foram entregues ao Conselho Tutelar.
Conforme o capitão Fábio Canteri, apenas a perícia vai constatar quem atirou na criança. "O local da abordagem estava escuro. Somente com a situação dominada é que foi constatado que havia essa criança", afirmou.
No local do confronto, os policiais apreenderam dois revólveres, uma espingarda, munição e telefones celulares, além de um automóvel roubado em Rebouças no dia 6 de julho. Imagens de câmeras de segurança recolhidas pela polícia mostram o veículo sendo usado em assaltos em Ponta Grossa.
Com os suspeitos mortos, a polícia apreendeu armas, munição, telefones celulares e um carro roubado em Rebouças (Foto: PM / Divulgação)Com os suspeitos mortos, a polícia apreendeu armas, munição, telefones celulares e um carro roubado em Rebouças (Foto: PM / Divulgação)
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Homem acusa policiais de roubo e vai preso por calúnia e embriaguez

Homem acusa policiais de roubo e vai preso por calúnia e embriaguez

Mulher também estava com suspeito e foi autuada por calúnia. 
Celular havia sido devolvido para amiga do casal; caso aconteceu na capital.

Um homem, de 27 anos, e uma mulher, de 26, foram autuados por calúnia, na noite desta quarta-feira (29), após acusarem policiais militares de furto, no Comando Geral da PM, em Porto Velho. Os dois disseram que os agentes ficaram com os celulares do casal propositalmente, após uma abordagem. Segundo a polícia, o celular já havia sido devolvido para uma amiga do casal, que se comprometeu a devolver os aparelhos. Resolvida a situação, um dos suspeitos também foi autuado por embriaguez.
De acordo com o boletim de ocorrência, o casal foi abordado pelos PM's em uma rua próxima à rodoviária, com mais outra mulher, e após a revista foram liberados. No entanto, após a saída do casal, os agentes constataram que os dois haviam esquecido os celulares em cima do carro policial. 
Os policiais deram o celular para a amiga que também havia sido abordada. Ela relatou que era colega de trabalho da mulher e que devolveria os objetos na manhã seguinte. A mulher que acusou os policiais ligou para a colega e confirmou que os policiais haviam deixado os aparelhos com a testemunha.
Esclarecida a situação, o casal foi autuado por calúnia. Além disso, também foi constatado que o homem abordado apresentava sinais de embriaguez. O teste de bafômetro confirmou a infração e apontou 0,70 ml/L de álcool no sangue. Os dois foram levados para a Central de Polícia para as medidas cabíveis.
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Encontro entre SDS e Febraban discute ações policiais para segurança dos bancos

Encontro entre SDS e Febraban discute ações policiais para segurança dos bancos

Publicação: 30/07/2015 22:53 Atualização:

Nesta sexta-feira, a Secretaria de Defesa Social (SDS) se reunirá com representantes da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e de bancos que operam em Pernambuco. O objetivo do encontro é discutir ações e medidas para aprimorar a atuação policial nos casos de roubo a banco.

O resultado da reunião será apresentado no mesmo dia, a partir das 10h. A coletiva de imprensa acontecerá no auditório da SDS, na Rua São Geraldo, 111, bairro de Santo Amaro, área central do Recife.

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Duzentos policiais realizam operação no Monte Cristo, em Florianópolis

Duzentos policiais realizam operação no Monte Cristo, em Florianópolis

Policiais buscam cumprir 40 mandados de busca e apreensão na região.
Foco é a repressão ao crime no Chico Mendes e Novo Horizonte.

Operação ocorre no Monte Cristo (Foto: Polícia Militar/Divulgação)Operação ocorre no Monte Cristo
(Foto: Polícia Militar/Divulgação)
Duzentos policiais estão nesta manhã de quinta-feira (30) no bairro Monte Cristo, emFlorianópolis, em uma operação para coibir o crime na região. Conforme a Polícia Civil, serão cumpridos 40 mandados de busca e apreensão nas comunidades Chico Mendes e Novo Horizonte.
Os policiais buscam suspeitos, drogas e objetos ilícitos, além de provas de organizações criminosas. Os oficiais também querem 'mapear' a região, identificando pontos de barricadas nas ruas e centros de comércio e armazenamento de drogas.
A operação é coordenada pelo Delegado João Fleury, da Divisão de Combate ao Narcotráfico (DENARC) da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), e pelo Tenente Coronel PM Marcos Barreto Valença, comandante do 22° Batalhão da Polícia Militar, em Florianópolis.
Também participam a Central de Investigações do Norte da Ilha (CINI), a Divisão de Investigação Criminal (DIC) de São José, a Delegacia de Tijucas, a Delegacia de Porto Belo, o Serviço Aeropolicia (SAER), Delegacia de Repressão a Roubos (DRR), 1.ª Delegacia de São José e 3.ª Delegacia da Capital, o 22° Batalhão da Polícia Militar de Florianópolis, Canil, Choque e Batalhão de Aviação.
Primeira fase 
A operação desta quinta é continuidade na deflagrada no dia 30 de maio, onde 200 policiais buscaram cumprir um total de 60 mandados de prisão e de busca e apreensão. De acordo com a Polícia Civil, a ação é uma "resposta à guerra" do tráfico que vem ocorrendo nas comunidades.
Na época, 11 pessoas foram detidas, três armas apreendidas, além de retidas drogas. Os policiais também recuperaram um colete balístico da Polícia Civil do Paraná, dois binóculos, dois rádios comunicadores e dois celulares.
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Dois policiais turcos morrem em novo ataque atribuído ao PKK

Dois policiais turcos morrem em novo ataque atribuído ao PKK

Dois policiais turcos morreram baleados nesta sexta-feira pela manhã na região de Adana (sul), em um novo ataque atribuído à rebelião curda, anunciou a agência governamental Anatolia.
Combatentes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) atacaram a delegacia da cidade de Pozanti, desencadeando uma resposta dos policiais. Dois agentes morreram no tiroteio, informou a Anatolia.
A guerrilha curda realiza diariamente há uma semana ataques mortíferos contra as forças de ordem turcas.
Desde o início, em 20 de julho, de um novo ciclo de violência, ao menos 13 soldados ou policiais morreram, três deles na emboscada de um comboio militar na quinta-feira.
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Pesquisas mostram avanço de suicídio entre policiais brasileiros

Pesquisas mostram avanço de suicídio entre policiais brasileiros


Getty
Segundo estudo com 224 PMs do Rio, ao menos 50 disseram já ter pensado em suicídio
Pesquisas acadêmicas apresentadas no 9º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no Rio, jogaram luz sobre um tema ignorado nas estatísticas oficiais de violência: o suicídio de policiais militares, civis e federais brasileiros.
Encarregados de salvar e proteger cidadãos, policiais pensam na própria morte como saída para uma rotina marcada pelo alto estresse, pelo risco, pelo afastamento da família e pela convivência com o lado mais sombrio da vida – crime, tráfico, pedofilia e perdas constantes dos companheiros de trabalho.
Uma das pesquisas, realizada pelo Laboratório de Análise da Violência da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), entrevistou 224 policiais militares do Rio de Janeiro. Deles, 22, ou seja, 10%, declararam ter tentado suicídio. Pelo menos 50 disseram ter pensado em suicídio em algum momento da vida.
Todos foram voluntários a participar da pesquisa.
A pesquisa Suicídio e Risco Ocupacional na PM do Rio de Janeiro começou em 2011, como atividade de pós-doutorado da professora Dayse Miranda. Os números finais estão no prelo e foram repassados com exclusividade à BBC Brasil.
Junto com os resultados, numa iniciativa inédita no país, será lançado este ano oGuia de Prevenção de Suicídio da Polícia Militar do RJ, com dados e sugestões de como abordar o problema, tanto como questão de saúde individual como com ações institucionais.
“Quando começamos a pesquisar, só conseguimos autorização do comando da PM porque havia certeza de que o problema não existia. Agora estamos trabalhando em parceria com o comando e temos todo apoio”, relata Dayse Miranda, que coordenou a pesquisa.
Da parceria com a PM surgiu o GEPeSP (Grupo de Estudos e Pesquisas em Suicídio e Prevenção), que reúne pesquisadores da Uerj e da polícia. A professora coordena também um trabalho sobre suicídio em todas as PMs brasileiras, sob encomenda do Ministério da Justiça.
André Telles / Divulgação / FBSP
Estudo sobre suicídio entre PMs começou como atividade de pós-doutorado da professora Dayse Miranda
O tema do suicídio na PM já havia aparecido num outro levantamento do LAV, sobre letalidade da ação policial. Uma única pergunta tratava de suicídio, e 7% dos entrevistados disseram ter pensado em se matar.
Os dados chegaram a ser apresentados em maio numa audiência pública na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro). No painel realizado no Fórum de Segurança pública foi possível aprofundar o debate e ver que o problema não é só da PM do Rio.

Mais dados

Outra pesquisa feita com policiais fluminenses, intitulada Saúde Mental dos Agentes de Segurança Pública, foi apresentada por Patricia Constantino, do Claves (Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli), da Fundação Oswaldo Cruz.
A equipe do Claves ouviu 1.58 policiais civis de 38 unidades, e 1.108 PMs de 17 batalhões. Patrícia participou de todas as entrevistas e assina o livro resultante da pesquisa, junto com Maria Cecília Minayo e Edinilsa Ramos de Souza.
"Os policiais relatam profundo sofrimento psíquico, tristeza, tremores, sentimento de inutilidade. Muitos confessam que usam drogas lícitas e às vezes ilícitas. Os policiais se sentem constrangidos em admitir isso. Muitas vezes o médico que o atende é de patente superior, então ele não vê ali o médico, vê o oficial", conta a pesquisadora.
Segundo ela, os dados indicam que a taxa de suicídio entre PMs é 3,65 vezes a da população masculina e 7,2 vezes a da população em geral. A taxa de sofrimento psíquico revelada pela pesquisa do Claves, que se transformou em livro, foi de 33,6% na PM e 20,3% na Polícia Civil.
André Telles/Divulgação/FBSP
A delegada da PF Tatiane Almeida fez estudo sobre casos de suicídio na corporação
Outro problema apontado por todos os pesquisadores é a falta de estatísticas confiáveis. Muitos registros de suicídio não são informados pelas corporações. E muitos casos registrados como mortes de policiais em acidentes são, na verdade, suicídios disfarçados.
Em muitos Estados brasileiros, as famílias dos policiais perdem direitos caso a morte seja por suicídio.
O major Antônio Basílio Honorato, psicólogo da PM da Bahia, relatou a dificuldade de tratar do tema com a tropa. Segundo ele, a média em seu Estado tem sido de cinco casos anuais de suicídios de policiais militares. “Pode parecer um número baixo, mas sabemos que está abaixo da realidade”, afirmou.

Isolamento

Diante da dificuldade de estatísticas, a delegada de Polícia Federal Tatiane Almeida, mestra em Sociologia pelo Instituto Universitário de Lisboa, concentrou-se nos relatos angustiados dos colegas para escrever a dissertação Quero morrer do meu próprio veneno, sobre o suicídio na PF.
Constatou, por exemplo, que as tentativas de suicídio são mais frequentes entre policiais que se aposentam.
“O policial fica isolado da sociedade. Não sabe ser pai, ser marido. Quando perde o distintivo, fica sem saber o que fazer. Outro ponto é que está na nossa formação suspeitar sempre do outro. O policial acha que todo mundo é ruim e ele é o herói. E não aceita ser visto como fraco”, disse a delegada.
Na plateia, vários policiais, fardados ou à paisana, acompanhavam o debate, que aconteceu na tarde de ontem (quarta-feira, 29). Alguns se arriscaram a falar.
Heder Martins, subtenente da PM de Minas Gerais e assessor parlamentar do deputado federal e policial Subtenente Gonzaga (PDT-MG), disse que, só este ano, houve 6 suicídios em sua corporação.
“Anteontem um colega tentou se matar dentro de uma delegacia. Ontem, outro se matou no interior. Tinha sete anos de serviço”, contou.
“No ano passado, dois colegas da PM se suicidaram no dia do meu aniversário, 24 de junho. Foi o pior dia da minha vida, porque fiquei pensando na minha vida profissional, no que valia ou não a pena fazer”, disse Edson Maia, subtenente da PM de Brasília.
Ele trabalha no setor de inteligência, mas é voluntário num serviço de prevenção ao suicídio.
Entre as estatísticas esparsas e o relato da angústia, o alerta dos pesquisadores é para que as polícias repensem, na formação e no treinamento dos policiais, o fortalecimento psíquico.
“O policial angustiado não faz mal só a ele e à sua família. O policial angustiado é pior para a sociedade, porque vai para a rua para extravasar esse sofrimento”, afirmou a delegada Tatiane Almeida.

'Policial não é máquina'

O chefe do Estado-Maior da PM do Rio, coronel Róbson Rodrigues, também apresentou nesta quinta-feira no Fórum de Segurança Pública, realizado na sede da Fundação Getúlio Vargas, dados sobre o sofrimento psíquico dos policiais e admitiu que essa é uma preocupação da corporação.
Diagnóstico realizado pela PM do Rio entre policiais de UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) constatou que 70% deles relataram ter algum tipo de sofrimento psíquico, de depressão a dificuldades de relacionamento.
O problema é mais frequente, segundo o levantamento, justamente nas áreas mais conflagradas e com maior número de confrontos. Rodrigues destacou que os números são uma amostra e não se referem ao conjunto da PM.
Questionado especificamente sobre a pesquisa do suicídio, disse que o suicídio é uma realidade, além de um tabu, e que há uma preocupação em criar políticas de acompanhamento do policial que está em sofrimento psíquico e que pode vir a atentar contra a própria vida.
“Como gestor, a gente precisa construir programas e políticas institucionais em apoio a esses policiais que estão em sofrimento mental. A percepção de uma segurança pública militarizada, que levou a pensar o policial como uma máquina de guerra, também gerou problemas”, afirmou Rodrigues.
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62% dos policiais no País tiveram colegas mortos em serviço

Da Redação
  • Edilson Lima | Ag. A TARDE
    Policiais temem ser mortos durante o serviço ou fora dele - Foto: Edilson Lima | Ag. A TARDE
    Policiais temem ser mortos durante o serviço ou fora dele
Quase 62% dos profissionais em segurança pública do País tiveram algum colega de trabalho assassinado em serviço - no caso de policiais militares, este número sobe para 73%. Quando o crime ocorreu fora do horário de trabalho da vítima, o número alcança 70%.  
Os dados fazem parte da  Pesquisa de vitimização e percepção de risco entre profissionais do sistema de segurança pública, divulgada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública nesta quarta-feira, 29.
Por meio do preenchimento de um formulário eletrônico, o estudo foi realizado entre 18 de junho e 8 de julho de 2015, com a participação de 10.323 profissionais, distribuídos da seguinte forma: policiais militares (44,5%), civis (21,2%), federais (5,4%), rodoviários federais (5,8%), bombeiros (6,5%) e guardas municipais (16,6%).
A maioria dos entrevistados foi de homens (85,1%), contra 14,9% de mulheres. Em relação à faixa etária, a maior parte tem entre 25 e 40 anos (54,8%), seguido por aqueles que possuem entre 41 e 54 anos (40,1%).
Os números surpreendem não só pelos dados reais de violência contra a categoria, mas também ao número de profissionais que sofrem com a pressão do trabalho e temem ser vítimas dentro ou fora do serviço.
Do total, 75,6% dos entrevistados já foram alvo de ameaça durante o serviço e 53,1% fora dele. No ambiente de trabalho, 63,5% afirmaram que já foram vítimas de assédio moral ou humilhação e 36,7% foram acusados injustamente de praticarem algum tipo de ato ilícito. 
A percepção dos agentes em relação ao risco também registrou índices consideráveis: 67,7% temem ser vítimas de homicídio em serviço e 68,4% têm medo disto acontecer fora do serviço. Apesar da maioria (38,4%) acreditar que corre mais risco de ser morto em serviço, dados do VIII Anuário Brasileiro de Segurança Pública dão conta que 75% das mortes registradas em 2013 ocorreram nos momentos em que as vítimas não estavam trabalhando.
A tensão que se estabelece no cotidiano dos policiais, seja dentro ou fora da corporação, pode causar distúrbios psicológicos. Segundo a pesquisa, considerando um efetivo aproximado de de 700.231 profissionais no Brasil, 109.236 já foram diagnosticados com algum tipo de distúrbio, número equivalente a 15,6% do total. Outros 59,6% declararam ter receio alto ou muito alto de adquirir um distúrbio.
Os casos também não se limitam aos agentes, já que 33,6% deles tiveram pelo menos um familiar que foi vítima de violência ou ameaça pelo fato de serem profissionais de segurança e 26,7% tiveram pelo menos um familiar violentado ou ameaça por retaliação.
Prevenção
Para evitar que atos como estes ocorram, muitos profissionais adquiriram hábitos no dia a dia que oferecem uma percepção de maior segurança. Durante o percurso para o trabalho, 61,8% evitam utilizar o transporte coletivo e 44,3% escondem a farda ou o distintivo ou a farda.
Já em seus círculos sociais, 39,1% declararam que limitam as amizades aos colegas de trabalho e 35,2% escondem de conhecidos que são policiais, guardas ou agentes prisionais.
Entre os fatores que causam situações de insegurança no trabalho, os entrevistados elegeram a impunidade (64,5%) como a principal, seguida pela falta de apoio da sociedade (59,7%), a falta de apoio do comando (55,1%) e a ausência de equipamentos pessoais de proteção (54,5%).
A pesquisa, realizada em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, a Secretaria Nacional de Segurança Pública e o Ministério da Justiça, foi produzida a partir do cadastro de policiais e demais profissionais da segurança pública registrados na Rede de Ensino à Distância da SENASP/MJ, que receberam convites individuais e responderam através dos formulários.
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Três em cada quatro policiais brasileiros já sofreram ameaças

Três em cada quatro policiais brasileiros já sofreram ameaças

30/07/15 às 10:40 - Atualizado às 17:13 Redação Bem Paraná com assessoria

Três em cada quatro policiais brasileiros já sofreram ameaças devido à atuação em combate ou investigação de crimes. De acordo com a inédita “Pesquisa de vitimização e risco entre profissionais do sistema de segurança pública”, realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), 75,6% dos policiais já foram ameaçados em serviço e 53,1% foram ameaçados fora dele.
Os números, porém, escondem a realidade. É quando estão fora de serviço que os policiais são mais atacados: 70% dos policiais têm colegas que foram vítimas de homicídio fora do trabalho e 61,9% têm colegas que foram vítimas de homicídio em serviço. A pesquisa, inédita, foi divulgada nesta quinta-feira, 30, durante o 9° Encontro Anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que acontece no Rio de Janeiro. 
A pesquisa revelou, também, que os policiais costumam adotar hábitos específicos devido ao risco que sentem correr no dia a dia. O uso de transporte público, por exemplo, é evitado por 61,8% dos agentes de segurança pública. Outros 44,3% tem o habito de esconder a farda e/ou o distintivo entre a casa e o local de trabalho, e 35,2% procuram esconder até mesmo de parentes e amigos o fato de ser um agente de segurança pública.
Outro fato revelado pela pesquisa é que os policiais adotam esses hábitos não apenas por temer por sua integridade física ou pela de seus parentes, mas pela discriminação que sentem sofrer na sociedade: 65,7% dos agentes de segurança afirmam já terem sido descriminados por conta de seu trabalho.
Entre os principais medos dos policiais, de acordo com a pesquisa, estão: Ser vítima de homicídio, tanto em serviço quanto fora dele; ser ferido em serviço ou fora dele; ser acusado injustamente de práticas ilícitas; adquirir algum tipo de distúrbio incapacitante; e adquirir algum distúrbio psicológico.
Mas não é só por si próprio que o agente de segurança teme. A maior parte deles (75,8%) acredita que suas famílias correm risco de moderado a elevado devido a alguma atuação específica; 75,1% acreditam que a família está em risco simplesmente pela profissão escolhida; 46,6% afirmam que a família sofre discriminação por ter um integrante atuando como agente de segurança pública; e, 45% temem a desestruturação famílias (separação e outros conflitos graves) devido as peculiaridades de seu trabalho.
Além disso, a pesquisa revela que os agentes de segurança também se sentem inseguros quanto a sua atuação profissional. Principalmente, por falta de equipamentos de proteção (54,5%), falta de apoio do comando (55,1%) e falta de apoio da sociedade (59,7%).
A “Pesquisa de vitimização e risco entre profissionais do sistema de segurança pública”, produzida pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em parceria com o Núcleo de Estudos em Organizações e Pessoas (EAESP) da Fundação Getulio Vargas (FGV) e a Secretaria Nacional de Segurança de Segurança Pública do Ministério da Justiça e, ouviu 10.495 agentes de segurança pública das polícias militar, civil, rodoviária federal, federal, corpo de bombeiros, guarda municipal e agentes penitenciários em todo o brasil.
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública foi constituído em março de 2006 como uma organização não-governamental, apartidária, e sem fins lucrativos, cujo objetivo é construir um ambiente de referência e cooperação técnica na área de atividade policial e na gestão de segurança pública em todo o País. O foco do FBSP é o aprimoramento técnico da atividade policial e da gestão de segurança pública. Por isso, avalia o planejamento e as políticas para o setor; a gestão da informação; os sistemas de comunicação e tecnologia; as práticas e procedimentos de ação; as políticas locais de prevenção; e os meios de controle interno e externo, dentre outras; sempre adotando como princípio o respeito à democracia, à legalidade e aos direitos humanos.
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Editado por - Grupo Bizolhudo